CÓDIGO DE SILÊNCIO

Não é um filme de nossa realidade brasileira já que não temos esta tradição de fraternidades ou irmandades, nomeadas a partir do alfabeto grego, e para cujos membros abre-se um mundo de possibilidades profissionais, contanto que sobrevivam à semana de iniciação.
Este filme aborda este período de provação, dos primeiros abusos com exercícios físicos intensos e chutes na costela, até humilhações maiores e cada vez mais agudas.
No filme existe muita tortura física e psicológica, o que se assemelha muito aos trotes universitários. Violência e desrespeito gratuito em prol de aprovação e de uma dita lealdade futura. Testes em uma fase da vida em que ainda estamos muito suscetíveis, com a personalidade ainda frágil e insegura.
Bom, segundo a ótica do filme, eu até entendo, que quem faz parte dessas fraternidades, em seus futuros, eles se ajudam em indicações, trabalho, ... Talvez daí que venha o querer fazer parte delas, até porque só indicados participam, o que em tese, passa a ser "uma honra".
Uma coisa que me chamou a atenção no filme, é que nunca imaginei que houvesse uma universidade só para negros nos EUA ainda mais que sempre falam de não haver discriminação racial.
Trotes aqui no Brasil ocorrem independente de haver esse contexto de fraternidade e mortes são frequentes, Chama a atenção como se dá nesse contexto, é uma idiotice sem tamanho.
No fim, o filme passa a mensagem que tem que ser passada, e faz isso de diversas formas, mostram como as coisas verdadeiramente funcionam, que o problema não vêm apenas de cima, de quem faz parte, mas também daqueles que se submetem a uma falsa tradição e honram um silêncio vazio e absurdo na esperança de obterem um respeito que não existe, e com isso acabam desrespeitando a si mesmos e aqueles que estão ao redor.
