ESCRITORES DA LIBERDADE

06/09/2016 11:26

Um filme verídico que conta a história de uma professora que começa a lecionar em uma turma de adolescentes problemáticos, de uma escola que não está nem um pouco disposta a investir ou mesmo acreditar nesses alunos. No começo a relação da professora com os alunos não é muito boa pois ela é vista como representante do domínio dos brancos nos Estados Unidos. Suas iniciativas para conseguir quebrar as barreiras gera frustrações, apresentando desânimo ao ver um resultado negativo em seu trabalho. Mas não desiste, levanta a cabeça e segue em frente, pois acredita que há possibilidades de superar qualquer problema ali existente. Ao criar um elo de contato mundo x alunos cria um elemento real de comunicação que permite aos mesmos se libertarem de seus medos, anseios, aflições e inseguranças e consegue mostrar aos alunos que os impedimentos e situações de exclusão e preconceito podem afetar a todos independente da cor, da pele, da origem étnica, da religião.
NÃO ASSISTI AO FILME APENAS COM O OLHAR DE PROFESSORA QUE SOU e as mil ideias que posso me usar forma de lidar com os alunos. MAS ASSISTI ELE COMO "PESSOA".
Vislumbrei no filme, algo de encantamento e coragem, vivido por uma pessoa (professora) que transforma o caos do viver e o silêncio das vozes dos outros (seus alunos) em palavras vivas, ganhando cores e atitudes na trajetória de cada um, que pode sim fazer a sua história revestida de esperança para construir caminhos possíveis, capazes de mudanças.
Qualquer pessoa que vir a assistir a este filme, encontrará algum sentido para um novo fazer individual ou coletivo, fortalecendo o diálogo, compreendendo o outro, animar-se na realização de um projeto construtivo (individual ou coletivo), pode servir de incentivo para alguém incomodado com a situação atual para encontrar saídas produtivas para o inconformismo instalado no cotidiano.
E o mais importante, que somos movidos por ideias, esperanças e atitudes nos dando um real sentido para nossas vidas, ocupando espaços que achávamos que estavam vazios, reencontrando o nosso respeito, valorização e autoconfiança e como diz Paulo Freire, "...alcançam o campo das possibilidades, do anseio por ideias e conquistas nos transformando em seres pensantes, questionadores e sonhadores."