Não seria esta, também a nossa missão?
Quase sempre, concentramos toda a nossa energia e a nossa própria vida em nossas próprias esperanças e, muito dificilmente, para não dizer, raramente, nos permitimos pensar nas esperanças alheias, no que as pessoas ao nosso lado ou ao nosso redor, podem estar sentindo ou até passando.
Para a grande maioria é impossível retirar-se das preocupações próprias, a fim de refletir nos anseios dos outros.
Talvez ainda não tenhamos nos conscientizado de que onde estivermos e como estivermos podemos iniciar o trabalho mais propriamente endereçado aos anjos, ou seja, desviar um pouco nosso olhar para o outro e desta forma, também exercemos nossa missão na terra que está relacionado à solidariedade, à generosidade e à fraternidade.
Quantas vezes, cruza em nosso caminho uma pessoa com o olhar triste, cabisbaixa, que demonstra com toda certeza que está no meio de uma vultuosa tempestade existencial, seja nela mesma, com algum familiar, num problema financeiro, profissional, social ou até mesmo emocional.
Estranhamos com certeza aquele semblante e viramos o rosto, desviamos o nosso olhar, pois julgamos ela ser uma pessoa negativa que com certeza, em nada nos acrescentará.
Mas nem nos importamos, por um segundo se quer, tentar saber o que está lhe deixando desta forma.
Muito pouco nos custaria oferecer um apoio, uma palavra gentil, palavras de inspiração e motivação a esta pessoas que, sentindo nossa presença, que mesmo de um desconhecido, permitiria que as algemas do desânimo a qual ela se encontrava, seria rompida, dando espaço para um sorriso, um fio de esperança.
Evidentemente, se agíssemos desta forma, não conseguiríamos talvez sossegar todas as inquietações deste ser, mas com certeza, a nossa gratidão e carinho serviria de motivação e impulso através de nosso sorriso fraterno e atos de paz e otimismo, trazendo esta pessoa da sombra para a luz.
Aprender a sair de nossas preocupações para entender as esperanças alheias e tentarmos reduzi-las, quando pudermos, é de fundamental importância.
Agindo desta forma, com certeza, estaríamos encontrando a nossa própria felicidade, a nossa paz interior tanto procurada e desejada pois, ao lado de cada criatura a quem decidirmos entregar “migalhas” de socorro, de amor e de afeto teremos cada vez mais certeza da presença de Deus e Este, com certeza, continuará agindo em nossa caminhada, nos dando inúmeras bênçãos.
