O silêncio que corrige
Você alguma vez, já parou para pensar em como a vida é barulhenta, mesmo estando tudo em completo silêncio!
Deu para entender?!
Vou tentar explicar: - Dentro ou fora de nós, nada parece estar quieto. Pensamos interiormente para obter respostas e esses pensamentos, parecem falar.
Então fiquei pensando no agito das pessoas que saíram para vários cantos para curtirem os dias de folga e imaginei o tanto de barulho que elas ouviram e, será que “se ouviram?”
Sem perceber, desaprendemos a silenciar.
Já faz algum tempo, que aprendi o quão necessário e o quão bom é ser silêncio. Habituar-se à sua própria presença, interagir com o nosso “eu”. Comunicar tudo sem nada precisar dizer.
Silenciamos quando entendemos que as palavras já foram ditas, porque algumas vezes, aquilo que conserta é aquilo que cala ou ausenta.
O nada que diz tudo...
O silêncio que corrige!
Mas não aquele silêncio forçado. Não pode ser aquele onde se quer chamar a atenção, que anuncia a saída, que exclui um amigo, que é usado como arma.
Tem que ser aquele silêncio que acalma a alma, protege o espírito e faz encontrar nossas respostas íntimas e nos levar por outros caminhos.
Se você está cheio de barulho dentro de si, se seus pensamentos já não são mais seus e sim uma mistura daquilo que escuta, engole e não digere todos os dias; se seus sentimentos estão todos misturados, se seu amor-próprio ficou reduzido, então cale-se. Saia de cena e fique um pouco em silêncio. Respire... Conte até dez.
Fácil no começo não é, posso garantir isso pois qualquer novo hábito leva um certo tempo para se adquirir. Lhe dê de presente um tempo para viver coisas mais simples e fuja um pouco dos ruídos que te incomodam.
Suportar o próprio silêncio e sair um pouco de cena para sua vida continuar é quase como uma cura.
Tentar retornar o seu autocontrole, entende? Pois é disso que se precisa para seguir em frente quando tudo o mais virou “uma bagunça barulhenta”.
