Por favor, vivam um pouco para si mesmos
“Viver para si mesmo”, é uma frase que assusta muita gente.
Um dia, me dei conta de que minha vida muitas vezes não me pertencia. Que havia muitos ’devo’ e poucos ’quero’. Minhas responsabilidades esmagavam meus sonhos.
Foi quando decidi dizer "BASTA". Cansei de transformar minha alma e minha vida em um cesto de lixo para resíduos de outras pessoas. Cansei e percebi que estava na hora de começar a viver para mim. De viver por amor, não por exigência.
Foi assim que comecei a mudar: comecei a viver com um egoísmo saudável, ou melhor dizendo, ’sensato’.
Percebi que esta era a única atitude e caminho para tomar, até a liberdade.
Saí do jogo que proibia defender o direito a minha própria vida. Parei de pedir desculpas por meus desejos e planos, de me justificar e me culpar por ser feliz, tranquila e dona do meu tempo.
A primeira coisa que eu fiz foi fechar as portas onde adentravam reclamações, monólogos doloridos, choramingos e discursos de ódio.
Amo meus parentes, adoro minhas amigas, valorizo meus companheiros de trabalho e respeito meus vizinhos da terceira idade. Mas isso não quer dizer que atitudes e comportamentos que eu não concordam, façam parte da minha vida.
Tirei suavemente da minha porta a placa “Doador de energia, consultas 24 horas por dia”. E, o mais importante, isso também me libertou do hábito de reclamar. Pois, ao me negar a ouvir histórias deprimentes, também fiquei sem vontade de contar as minhas.
Depois, começou a parte mais difícil: passar a usar a estranha e indignante palavra “NÃO”.Geralmente, eu dizia ’sim’ a qualquer pedido emocionado. Quando o primeiro ’não’ saiu da minha boca, não consegui mais parar.
Sempre sonhava em fazer mil coisas que me agradavam, mas acabava dedicando meu tempo aos outros. Como tempo, aprendi a entender qual pedido de ajuda é real e qual é apenas manipulação. Um ’não’ justo virou para mim uma base que não me deixava esquecer de mim mesma.
Simplesmente abandonei o cenário do drama eterno rumo a minha liberdade.
Seja você o seu melhor amigo. Torne-se uma pessoa interessante, inspiradora, útil. Porque, no fim das contas, estamos todos sozinhos. Mas a coisa fica ainda mais feia quando você não gosta de si mesmo.
Rapidamente, meu pequeno mundo se encheu com assuntos e pessoas com os quais eu sinto prazer de dividir minha nova essência, que deu tanto trabalho, para ser encontrada.
No momento que todos conseguirem viver de forma egoísta/egocêntrica, com o tempo, todos se tornarão humanistas sensatos e é disso que o mundo precisa.
